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quinta-feira, 31 de março de 2016

Paixões como Amarras!


Daí eu paro e penso, quais as minhas paixões¿ (sim! esta tecla está assim, assado rsrs)

Nossas paixões não seriam coisas que construímos ou constituímos por aí¿ Creio que sim, eu citaria meus cães, minha família, meus amores e porque não meu trabalho¿

Procurava dia desses uma referência de um texto que traduzia a paixão como uma doença, enfatizando as paixões amorosas, não encontrei ainda a referência, mas a ideia não é de todo ruim, quando se está apaixonado por alguém (no caso) você (dependendo de você) se torna uma pessoa diferente, não pra bem, não! Certamente para pior, afinal pra quê se exige amor eterno se isso é sabido só acontece em contos de fadas¿ pra que ter ciúmes se o histórico de relacionamentos (no mundo) nos diz que “essas histórias não são bem assim”, que as aparências se apoderam de muitos, e que os problemas pessoais são fatores de problemas conjugais... Não há de entender que sentimento incontrolável é esse que faz uma pessoa se apoderar da vida da outra sem se aperceber (ainda falo das paixões amorosas), seria muito mais fácil entender que o outro é OUTRO,  e aceitar que o vá, e que se quiser ficar... que fique! Doença dos diabos que sofro constantemente, tenho aprendido algo, vou exercitar um pouco mais! As outras paixões nos deixam presos também a elas, no meu caso por exemplo, meus cães, família e trabalho, parece que no final das contas esse sentimento de apego é até natural, afinal como não se apegar¿ não me parece humano o desapego, mesmo que alguns entendidos já tenham dito que alcançaram a felicidade com a busca do desapego. O fato é que me vejo preso a tudo isto aqui, quando na verdade seria muito mais leve viver sem essas amarras, sem deixar outros com as mesmas amarras.

A vida é isso, e depois não é mais, até que não é mais nada, tem tanta coisa pra se ver, para se conhecer, tanto a se explorar e nós nos preocupamos em nos prender!

Vamos nos libertar!

Prometo me esforçar!

Júlio Neto

Nova Mamoré 31/03/2016 às 05:00 AM (Bom Dia)

domingo, 13 de março de 2016

Manoel de Barros para Reflexão

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer nascimentos -
O verbo tem que pegar delírio.

— Manoel de Barros, no livro “O livro das ignorãças”. Rio de Janeiro: Record, 1993

Só as Mães não alcançam a felicidade (Cazuza às avessas).




Tanta coisa para se dizer, e ao mesmo tempo nada o que oferecer....
Parece que quanto mais você quer externar o que se sente, ou mesmo o que se passa pela sua cabeça, mais e mais os pensamentos fogem como um rato foge de um gato.
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De fato eu sempre achei interessante a ideia de pausar um pouco o tempo (se é que isso é possível), e refletir, porém refletir por refletir somente pra mim me parece um pouco egoísta, eu quero compartilhar minhas reflexões, meus pensamentos e análises, mesmo que algumas delas só tenham serventia pra mim, o legal disso é poder compartilhar, aproveitar essa internet e memorizar minhas palavras, textos, emoções etc, como o registro de uma fotografia, quero contar causos diários que me forçam abruptamente a reflexão, as vezes nem tão forçado assim, mas quando estamos um tanto mais leves, qualquer brisa nos faz pensar longe.
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Ontem durante um passeio eu ouvi uma frase, dessas tão simples e ditas cotidianamente que você sequer ouve, ou dá atenção, mas que quando escutadas soam verdades que machucam a alma... Estava eu no meio de um "passeio" com amigos, um deles, uma senhora de uns 45 anos, aparentemente bem jovial e mãe de alguns filhos dos quais ela tinha o maior orgulho, sempre muito animada vez ou outra ela contava uma história de seus filhos, isso me agradava, achava bonito uma mãe tão jovem, de alma tão animada, com tanto orgulho dos filhos, resolvi prestar atenção no que era dito e pensar! Falando sobra filhos ela diz: "Depois que você se torna mãe, independente do filho, da idade, da distância e etc, você se preocupará com seu filho para o resto de sua vida, como se ele fosse o único, e como se ele nunca tivesse saído de casa", pronto, eu quase caio duro no chão ao pensar quão difícil deve ser tal tarefa, que pra mim nunca pareceu a mais fácil delas, mas nem de longe me parecia tão difícil. Pensei imediatamente na minha mãe, que missão mais difícil essa de se preocupar por toda a vida com os filhos! Não me parece sensato Cazuza escrever "Só as Mães são Felizes", não! assim elas não me parecem capazes de alcançar a felicidade! Me dá um desânimo pensar que sou fruto da infelicidade, ou da maior preocupação de minha própria mãe... que para compensar eu preciso fazê-la feliz! deu saudade dela! Programar uma visita!